Páginas

05/01/2015

Síndrome do Peter Pan

Oi, gente. Aqui é a Amanda (dã, tá escrito lá em baixo), haha. Escrevi esse texto na véspera de Natal e acho que é um bom texto pra começar efetivamente a postar, rs.
______________________________________________________________

Hoje, ao ver a foto do nosso avô (já falecido), minha prima de cinco anos falou: “Esse é o pai da minha mãe, mas ele já morreu. Ô prima, como ele foi parar no céu?”. Eu respondi o básico, disse que o papai do céu tinha chamado ele pra ficar lá no céu. Então a pequena Liana disse que não queria ir para o céu, não queria ficar velhinha. Aos cinco anos de idade ela já sabe que ser criança é a melhor coisa do mundo. Ela continuou irredutível até quando eu disse que íamos procurar o Peter Pan para resolver esse problema.
Tão jovem e já sofre da síndrome que eu venho sofrendo há um ano, a síndrome do não querer crescer. Síndrome do Peter Pan. Ao completar 16 anos percebi que as coisas estão passando muito rápido, o ensino médio acaba em dois anos, depois a faculdade e a vida real. E se eu não estiver pronta? Só queria voltar ou quem sabe parar no tempo. Quanto mais eu penso nisso mais percebo que tudo que eu sonhava na infância está passando na velocidade máxima. Fazer dez anos, sair da escola primaria, dar o primeiro beijo, fazer quinze anos, entrar no ensino médio... Tudo passando tão rápido que eu nem mesmo sei quais são os meus sonhos depois que esses foram realizados.
Liana tão jovem, mas tão sábia, já tem a certeza do quão rápido a vida passa. Do quanto nós deveríamos nos preocupar mais com as pessoas (nem preciso falar do choro que foi quando ela percebeu que a mãe dela vai ficar velhinha), do quanto deveríamos viver com a vontade de ser criança pra sempre. Ser criança com toda a sua pureza e inocência. Ela ainda não tem consciência do tamanho do problema que ela está enfrentando, apesar do choro e da vontade de permanecer na infância, ela ainda não sabe que, infelizmente, não temos como parar o tempo. Porém uma criança de cinco anos de idade me fez parar para pensar em tudo isso, e, na véspera de Natal (quer tempo melhor?) ter vontade de me reinventar e voltar a enxergar o mundo pelo olhar infantil e doce de quem, apesar de já ter vivido um pouco, ainda tem muito pela frente.

9 comentários:

  1. Arrasou, Amandinha !!! Adorei o texto, vc escreve mto !!!

    ResponderExcluir
  2. É melhor encarar a realidade. A velhice chegará,e se não morrer de velho,só resta ir novo,isto não queremos. Portanto,vivamos o dia de hoje como se fosse o único. Nada de ansiedades, nossos rastros do passado ,que veremos do futuro,deve ser olhado sem remorsos. saibamos com sabedoria onde colocarmos nossos pés. Seu futuro é voce quem faz!

    ResponderExcluir
  3. muito bom o texto ta massa seu blog se cuida bjkas

    ResponderExcluir