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28/02/2015

Resenha - Quando Cai o Raio

Oi, gente. Tudo bem?

Quinta-feira antes do carnaval olhei para a minha estante a procura de um livro para ler durante o feriado. Como não tinha lido nada da Meg Cabot esse ano, acabei escolhendo o primeiro livro da série Desaparecidos. Para ler durante o carnaval.

Durante.

4 horas depois, tinha terminado de ler. Opa.

Quando Caio o Raio
Meg Cabot









Editora: Galera Record
ISBN: 9788501088178
Ano: 2011
Páginas: 272
Tradutora: Regiane Winarski


Sinopse:
Jessica Mastriani é uma adolescente quase comum. É briguenta, tem poucos amigos e uma família um tanto exótica. Por conta dos seus problemas de controlar a raiva, ela está em detenção até o fim do semestre. Ruth, sua melhor amiga que sempre a busca na detenção, resolve que elas deveriam voltar andando para casa. No caminho para casa, Jess acaba sendo atingida por um raio e ganha o dom de encontrar pessoas desaparecidas. Ela só não esperava que isso fosse trazer tantos problemas.

Meg Cabot é uma das minhas escritoras favoritas, então eu posso ser um pouco tendenciosa nessa resenha. Mas depois de ler uns vinte livros dela, e ter amado todos, é difícil não ser.

O livro, em forma de “declaração”, é narrado pela Jessica, ou “garota do raio”. Que é uma personagem ao estilo Suze Simon (A Mediadora – Meg Cabot). Durona, decidida e até um pouco muito agressiva. O que contrasta com sua paixão e talento pela flauta, um instrumento “delicado”.

Ela não era exatamente a pessoa mais popular da escola. Mas sempre tinha bons motivos para sair batendo nas pessoas e até mesmo para ficar em detenção por todo o semestre, ou quase. Defender o seu irmão mais velho e sua amiga que estava acima do peso eram dois desses motivos. Numa tentativa de perder peso e deixar de ouvir piadinhas, Ruth “obriga” Jess a voltar da detenção andando. Justamente no dia com uma tempestade terrível. Assim, Jess não teve só que dizer não ao convite de carona de Rob, um menino bonito que ela conheceu na detenção e que tinha uma moto, como acabou sendo atingida por um raio.

Nos EUA é comum colocar fotos de crianças perdidas nas caixas de leite. No dia seguinte a tempestade ela sabia onde estavam duas dessas crianças. Apesar de toda a boa vontade em ligar para o “dique-desaparecidos” isso só acarreta mais confusão para a vida da “menina tocada pelo dedo de Deus”.

“Olha só – comecei. – Não sei o que está acontecendo aqui. Mas se eu descobrir que você anda contando coisas sobre mim pelas minhas costas, vou encher você de porrada. Entendeu?” – Jessica Mastriani.
Página 106

 “Sim, claro, eu tinha sido tocada pelo dedo de Deus mesmo.
A pergunta era: qual dedo?”
Página 153

O livro é cheio de reviravoltas e referencias a filmes e músicas. Como é comum com tudo que a Meg escreve, dei altas gargalhadas com as confusões e piadas. É impossível não gostar dos personagens. São bem construídos, humanos e divertidíssimos. Parecem até membros da família depois de algumas páginas.

Como não é o foco do livro, o romance fica completamente em segundo (ou deveria dizer terceiro?) plano. O que não impede de suspirar e se apaixonar por Rob Wilkins. Sério, ele é tudo de bom. Além dele, vários outros personagens que não aparecem tanto ganham um lugar especial no coração. No meu caso esse personagem foi o Douglas, um dos irmãos da Jess. Não sei de onde a Meg tirou tanta “humanidade” para a construção dele.

O primeiro dos 5 livros da série é instigante e te deixa mais e mais curioso para ler os outros. Tão curioso que mal fechei o primeiro livro e já adquiri o segundo no Kindle (que eu também já li, então teremos resenha dele também, na verdade eu estou terminando o quarto livro, rs). 
O livro ganhou 5 estrelas.

Recomendo esse livro para todos! O livro é jovem adulto, mas independente da idade tenho certeza que vai agradar. É uma garantia de risadas, suspiros e torcidas organizadas. Se você ainda não leu nada escrito pela Meg, essa é uma ótima opção para começar.

É isso ai, galera. Deixem nos comentários o que acharam. Vou adorar ler opinião de vocês.

Beijoooos

20/01/2015

Resenha - O Diário Secreto de Lizzie Bennet (post 2)

Oi, gente. Tudo bem?

Como o prometido, estou aqui para resenhar o livro O Diário Secreto de Lizzie Bennet. A parte escrita da releitura é da autoria de Bernie Su e Kate Rorick.




O Diário Secreto de Lizzie Bennet
Bernie Su e Kate Rorick









Editora: Verus
ISBN: 9788576863410
Ano: 2014
Páginas: 364
Tradutor: Cláudia Mello Belhassof



Sinopse:

“Uma adaptação moderna de Orgulho e Preconceito, baseada na série The Lizzie Bennet Diaries.
Lizzie Bennet é uma jovem estudante de comunicação que resolve fazer um vlog como projeto para a faculdade, postando vídeos em que reflete sobre sua vida e a de suas irmãs. Quando dois amigos ricos e charmosos chegam à cidade, as coisas começam a ficar mais interessantes para as irmãs Bennet - e para os seguidores de Lizzie na internet.”
Fonte: Skoob

Como eu tinha comentado antes, a história começa com o projeto de faculdade da Lizzie e se desenvolve a partir dai. Ao contrario do que eu pensei quando soube que iam lançar o livro, não é a retratação da serie. O Diário traz mais detalhes sobre os personagens e sobre suas vidas se, ficar chato em nenhum segundo.
No livro, diferente do vlog, muitas vezes temos transcrições exatas do que aconteceram com os personagens. Toda a famosa e conturbada relação de Lizzie e Darcy está retratada com ainda mais detalhes que na serie. Algumas reações dos personagens que possam ter ficado mal explicadas nos vídeos tem um fundamento baseado na personalidade de cada um deles. A leitura me fez enxergar os personagens de forma mais humana.
É interessante ver como todos tem vidas próprias. Alguns livros de hoje em dia mostram personagens principais como o sol e todos os personagens secundários orbitam em tono deles, vivem para eles. O que não acontece na releitura. Na serie o fato dos personagens não viverem em razão da Lizzie e até do Darcy já é explorada, mas no livro toma proporções maiores.

“ – Lizzie Bennet é... Ela não é ruim, eu acho. Dá pro gasto. Mas por que eu me incomodaria em dançar com ela quando ninguém mais está fazendo isso?” – Darcy

Sempre fui apaixonada pelo Darcy, mas, depois desse livro, minha paixão cresceu ainda mais. É visível toda a tristeza que ele já carregou, sua timidez é um charme e ele é, literalmente e quase sempre, um cavalheiro. Onde compra um desses?
Toda a criatividade e teimosia da Lizzie é muito bem explorada, as vezes da um pouco de nervoso do quão pouco perceptível ela pode ser, haha. Mas não poderia ser retratada de forma melhor. Uma lição importante que ela passa é que devemos acreditar nos nossos sonhos e fazer o possível para não abrir mão deles.
Não vou comentar sobre os outros personagens porque ficaria horas aqui escrevendo, haha. Mas cada um deles carrega toda uma vitalidade para dentro da história e é muito importante que estejam ali. Exatamente como no original.
A Lizzie é uma personagem inteligente, o seu diário não poderia ser menos complexo e bem escrito, haha. A escrita é fluida e leve, divertida e sóbria quando necessário. Em nenhum momento você fica cansado da leitura.
O livro pode ser lido ser a serie, da mesma forma que dá para assistir a serie sem ler o livro, mas um complementa o outro de forma perfeita. Vale a pena fazer os dois, rs. Apesar de se tratar de Jane Austen, a releitura é tão boa quanto o original.
Quem gosta de um romance moderno e de Orgulho e Preconceito, encontrou o livro perfeito. Quem não gosta, vale a pena ler mesmo assim, haha. Sério mesmo.
Então é isso, galera. Espero que tenham gostado da resenha. Alguém ai já leu o livro ou viu a serie? Deixem ai nos comentários o que acharam, quero muito saber o que vocês pensam.

O livro ganhou 5 estrelinhas, com certeza.

Beijooos